Fiche de révision : Classificação e Reprodução Viral

Plano do Curso

  1. Domínios de Woose
  2. Reinos de Whitaker
  3. Classificação dos seres vivos
  4. Nomenclatura científica
  5. Vírus e seres acelulares
  6. Estruturas virais e tipos
  7. Agentes etiológicos e transmissão
  8. Doenças infecciosas e profilaxia
  9. Diferenças entre vírus e bactérias
  10. Reprodução viral e ciclos

1. Domínios de Woose

Key Concepts & Definitions

  • Domínios de Woose (baseados em DNA): classificação biológica proposta por Woose (1978) que divide os seres vivos em três grandes grupos, considerando diferenças no material genético, especialmente no DNA, e na estrutura celular. Essa classificação reflete relações evolutivas mais precisas do que os reinos tradicionais.

  • Classificação dos organismos em três domínios: sistema que agrupa os seres vivos em Bactéria, Archaea e Eukarya. Segundo Woose, essa divisão é fundamentada em diferenças no DNA ribossômico (16S rRNA), na composição da membrana celular e em outros aspectos moleculares, sendo mais evolutivamente representativa.

  • Importância dos domínios para a sistemática biológica: os domínios oferecem uma visão mais clara das relações evolutivas, auxiliando na organização do conhecimento biológico e na compreensão da origem e evolução dos seres vivos, além de facilitar a classificação e o estudo comparativo entre os organismos.

Essential Points

  • A classificação em domínios de Woose é baseada em análises moleculares de DNA, que revelam diferenças fundamentais entre os grupos, especialmente entre Bactéria e Archaea, que antes eram agrupados sob o domínio procarionte, mas possuem diferenças genéticas e bioquímicas significativas.

  • Os domínios representam uma hierarquia superior aos reinos, permitindo uma compreensão mais aprofundada das relações evolutivas e da diversidade biológica, sendo uma ferramenta essencial na sistemática moderna.

  • A distinção entre Bactéria e Archaea foi um avanço importante, pois mostrou que organismos unicelulares procariontes podem ter origens evolutivas distintas, o que reforça a importância do uso de análises moleculares para a classificação biológica.

Key Takeaway

Os domínios de Woose representam uma evolução na classificação biológica, fundamentada em análises moleculares de DNA, que aprimora a compreensão das relações evolutivas e organiza os seres vivos em grupos mais precisos e biologicamente relevantes.

2. Reinos de Whitaker

Key Concepts & Definitions

  • Reinos de Whitaker (morfologia): classificação dos seres vivos proposta por Whitaker (1969), que organiza os organismos em cinco reinos com base na morfologia, tipo celular, número de células e nutrição.

  • Característica dos reinos Monera: organismos unicelulares procariontes, que possuem parede celular de peptideoglicano e nutrição auto ou heterótrofa, incluindo bactérias e cianobactérias.

  • Protoctista: reino de organismos unicelulares eucariontes, com diversidade morfológica, que podem ser autotróficos ou heterotróficos, incluindo protozoários e algas.

  • Fungi: reino de organismos eucariontes, pluricelulares ou unicelulares, com parede celular de quitina, que se nutrem por absorção, incluindo fungos, leveduras e bolores.

  • Metaphyta (Plantae): reino de organismos pluricelulares eucariontes, autotróficos, com parede celular de celulose, responsáveis pela fotossíntese, como plantas vasculares e não vasculares.

  • Metazoa (Animalia): reino de organismos pluricelulares eucariontes, heterotróficos, sem parede celular, que apresentam maior grau de diferenciação celular e capacidade de locomoção.

Essential Points

  • Os Reinos de Whitaker baseiam-se em critérios morfológicos, celulares, de nutrição e organização, diferenciando os seres vivos em cinco categorias principais.

  • Monera compreende organismos unicelulares procariontes, que podem ser autotróficos (como cianobactérias) ou heterotróficos, com parede de peptideoglicano.

  • Protoctista apresenta grande diversidade de organismos unicelulares eucariontes, que podem realizar fotossíntese ou absorver nutrientes, incluindo algas e protozoários.

  • Fungi são organismos eucariontes que absorvem nutrientes de matéria orgânica em decomposição, com parede de quitina, podendo ser unicelulares (leveduras) ou pluricelulares (bolores).

  • Metaphyta inclui plantas, que são autotróficas, pluricelulares, com parede de celulose, essenciais na cadeia alimentar e na produção de oxigênio.

  • Metazoa engloba animais, organismos heterotróficos, pluricelulares, capazes de locomoção e com tecidos diferenciados, formando a base da cadeia trófica animal.

Key Takeaway

Os Reinos de Whitaker oferecem uma classificação morfológica e funcional dos seres vivos, facilitando a compreensão das diferenças celulares, de nutrição e organização, essenciais para a sistemática biológica.

3. Classificação dos seres vivos

Key Concepts & Definitions

  • Hierarquia da classificação biológica: Organização dos seres vivos em categorias taxonômicas ordenadas de forma hierárquica, que vai do mais geral ao mais específico, facilitando a identificação e o estudo (Filippo "Pippo" Giovanelli).
  • Critérios para classificar seres vivos: Conjunto de características morfológicas, celulares, nutricionais e genéticas utilizados para agrupar organismos em categorias taxonômicas, como número de células, tipo de célula e modo de nutrição (Filippo "Pippo" Giovanelli).
  • Importância da taxonomia na biologia: Fundamental para organizar e compreender a diversidade biológica, possibilitando a comunicação científica, identificação de espécies e estudos evolutivos (Filippo "Pippo" Giovanelli).

Essential Points

  • A hierarquia da classificação biológica organiza os seres vivos em categorias como domínios, reinos, filos, classes, ordens, famílias, gêneros e espécies, permitindo uma compreensão estruturada da biodiversidade.
  • Os critérios de classificação incluem aspectos morfológicos (forma e estrutura), celulares (unicelular ou pluricelular), tipo de célula (procarionte ou eucarionte) e modo de nutrição (auto ou heterótrofo).
  • Segundo Filippo "Pippo" Giovanelli, a taxonomia é crucial para a sistemática, pois fornece uma linguagem comum e critérios objetivos para identificar e agrupar organismos, facilitando estudos evolutivos e ambientais.
  • A classificação deve seguir regras específicas, como o uso do nome binomial em latim, destacando o gênero com inicial maiúscula e o epíteto específico em minúscula, sempre em itálico ou sublinhado.

Key Takeaway

A classificação biológica, estruturada por uma hierarquia de categorias baseadas em critérios específicos, é essencial para organizar a diversidade dos seres vivos e promover avanços na compreensão da evolução e ecologia.

4. Nomenclatura científica

Conceitos-chave e Definições

  • Nomenclatura científica: sistema desenvolvido para nomear espécies de forma universal, permitindo que qualquer indivíduo no mundo as identifique (Filippo "Pippo" Giovanelli).
  • Nome binomial: método de denominação que utiliza duas palavras, sendo o epíteto genérico e o epíteto específico, ambos em latim ou latinizado, para identificar uma espécie (Filippo "Pippo" Giovanelli).
  • Regras de escrita: o nome deve ser destacado em itálico se digitado ou sublinhado se escrito à mão; o epíteto genérico inicia com letra maiúscula, enquanto o específico é minúsculo; ambos devem seguir a língua latina ou latinizada (Filippo "Pippo" Giovanelli).

Pontos Essenciais

  • A nomenclatura científica visa uma padronização global, facilitando a comunicação e o reconhecimento de espécies por qualquer pessoa no mundo.
  • O nome binomial é composto pelo epíteto genérico (nome do gênero, iniciado com maiúscula) e pelo epíteto específico (nome da espécie, iniciado com minúscula).
  • Regras de escrita incluem o uso de itálico para nomes digitados e sublinhado para nomes escritos à mão, além do uso do latim ou latinizado.
  • Essas regras garantem a universalidade e a precisão na identificação de seres vivos, independentemente do idioma ou região.

Conclusão

A nomenclatura científica, especialmente o nome binomial, é fundamental para a classificação e comunicação precisas entre os biólogos, seguindo regras específicas de escrita em latim ou latinizado, garantindo universalidade e clareza na identificação das espécies.

5. Vírus e seres acelulares

Key Concepts & Definitions

  • Vírus: seres acelulares que não possuem estrutura celular, sendo considerados parasitas intracelulares obrigatórios. Não realizam metabolismo próprio e dependem de uma célula hospedeira para se multiplicar (GIOVANELLI, s.d.).

  • Características dos vírus: apresentam-se como parasitas intracelulares obrigatórios, possuindo apenas um tipo de ácido nucleico (DNA ou RNA) envolto por um capsídeo proteico. Não possuem metabolismo próprio, utilizando as enzimas da célula hospedeira para sua reprodução (GIOVANELLI, s.d.).

  • Composição viral: constituída por ácido nucleico (DNA ou RNA) e capsídeo, uma camada proteica que protege o material genético viral. Essa estrutura é essencial para a infectividade do vírus (GIOVANELLI, s.d.).

  • Ausência de metabolismo próprio: vírus não realizam processos metabólicos independentes, dependendo completamente da célula hospedeira para obter energia e componentes necessários à sua replicação (GIOVANELLI, s.d.).

Essential Points

  • Os vírus são considerados seres acelulares, pois não possuem células nem estruturas que realizem funções metabólicas independentes. Sua existência depende de parasitar células vivas, sendo parasitas intracelulares obrigatórios (GIOVANELLI, s.d.).

  • Sua composição básica inclui ácido nucleico e capsídeo, que juntos garantem a proteção do material genético e a capacidade de infectar células específicas. A ausência de metabolismo próprio impede que os vírus se reproduzam fora de uma célula hospedeira, o que caracteriza sua dependência total (GIOVANELLI, s.d.).

  • Os vírus podem apresentar diferentes tipos de ácido nucleico, como DNA ou RNA, e podem ser classificados em diversos tipos virais, como retrovírus, que possuem enzima transcriptase reversa, permitindo a conversão de RNA em DNA (GIOVANELLI, s.d.).

Key Takeaway

Vírus são seres acelulares que, apesar de não possuírem metabolismo próprio, possuem uma estrutura simples composta por ácido nucleico e capsídeo, sendo parasitas intracelulares obrigatórios essenciais para sua multiplicação.

6. Estruturas virais e tipos

Key Concepts & Definitions

  • Estrutura básica dos vírus: Os vírus são seres acelulares compostos por um ácido nucleico (DNA ou RNA) envolto por um capsídeo proteico. Não possuem metabolismo próprio e dependem de células hospedeiras para se multiplicar.

  • Tipologia dos vírus: Classificados de acordo com o tipo de ácido nucleico (DNA ou RNA), estrutura do capsídeo e presença ou ausência de envelope lipídico. Exemplos incluem retrovírus, que possuem RNA como material genético e uma enzima específica.

  • Função da transcriptase reversa: Enzima presente em retrovírus que permite converter RNA em DNA, possibilitando a integração do material genético viral ao DNA da célula hospedeira, essencial para ciclos lítico e lisogênico (ver HIV).

  • Exemplo: HIV: Retrovírus causador da AIDS, possui RNA como material genético, e utiliza a transcriptase reversa para se integrar ao DNA da célula hospedeira, podendo realizar ciclos lítico e lisogênico.

Essential Points

  • Os vírus apresentam uma estrutura simples, composta por ácido nucleico e capsídeo, sem metabolismo próprio, o que os classifica como seres acelulares (Vírus).
  • Os retrovírus, como o HIV, distinguem-se por possuírem RNA e pela capacidade de converter esse RNA em DNA através da transcriptase reversa, uma enzima fundamental para seu ciclo de vida (FUNÇÃO DA TRANSCRIPTASE REVERSA).
  • A classificação viral inclui diferentes tipos, sendo o retrovírus um dos mais estudados devido à sua complexidade e impacto na saúde pública.
  • O ciclo de vida do HIV pode envolver fases lítica (destruição da célula) e lisogênica (integração do DNA viral ao genoma da célula hospedeira), facilitando a persistência da infecção (TIPOS VIRais: retrovírus).

Key Takeaway

Vírus são entidades acelulares com estruturas simples, e os retrovírus, como o HIV, destacam-se por sua capacidade de usar a transcriptase reversa para integrar seu material genético ao hospedeiro, facilitando sua replicação e persistência.

7. Agentes etiológicos e transmissão

Key Concepts & Definitions

  • Agente etiológico: GIOVANELLI (s.d.): agente causador de uma doença, podendo ser vírus, bactérias, fungos ou protozoários, responsável pelo desenvolvimento da enfermidade.
  • Vetor: GIOVANELLI (s.d.): organismo que transmite o agente etiológico de uma pessoa ou animal para outro, facilitando a propagação da doença, como o mosquito Aedes aegypti na dengue.
  • Hospedeiro intermediário: GIOVANELLI (s.d.): animal no qual o parasita realiza reprodução assexuada ou permanece na fase larval, sem atingir a fase adulta, sendo essencial na cadeia de transmissão.
  • Hospedeiro definitivo: GIOVANELLI (s.d.): animal no qual o parasita completa seu ciclo de vida, realizando reprodução sexuada ou atingindo a fase adulta, como o homem no ciclo da tênia.
  • Profilaxia: GIOVANELLI (s.d.): conjunto de medidas preventivas para evitar a infecção ou propagação de doenças, incluindo higiene, uso de máscaras, vacinação e controle de vetores.

Essential Points

  • Os agentes etiológicos variam entre vírus, bactérias, fungos e protozoários, sendo responsáveis pelo desenvolvimento de diversas doenças infecciosas.
  • A transmissão pode ocorrer por diferentes vias, como respiratória, sanguínea, sexual ou por vetores específicos (ex.: mosquitos na dengue).
  • O vetor é fundamental na disseminação de doenças, atuando como intermediário na passagem do agente do hospedeiro infectado para o suscetível.
  • Hospedeiros intermediários geralmente abrigam fases larvais ou de reprodução assexuada do parasita, enquanto os definitivos abrigam a fase adulta e a reprodução sexuada.
  • A profilaxia é essencial para reduzir a incidência de doenças, incluindo ações de higiene, uso de equipamentos de proteção, vacinação e controle de vetores (ex.: combate ao mosquito na dengue).
  • Exemplos de doenças e seus agentes: gripe (vírus Influenza), sarampo (vírus Morbillivirus), dengue (vírus da dengue), AIDS (HIV), SARS e COVID-19 (SARS-CoV-1 e SARS-CoV-2).

Key Takeaway

O entendimento do agente etiológico, do vetor, dos hospedeiros e das medidas de profilaxia é fundamental para o controle e prevenção das doenças infecciosas.

8. Doenças infecciosas e profilaxia

Key Concepts & Definitions

  • Endemia (segundo Filippo "Pippo" Giovanelli): doença que apresenta um número baixo e constante de casos em um território específico, sem causar surtos significativos.
  • Epidemia (segundo Filippo "Pippo" Giovanelli): surto de uma doença com aumento rápido e significativo de casos em uma região ou população.
  • Pandemia (segundo Filippo "Pippo" Giovanelli): doença que se espalha por mais de um continente, afetando uma grande quantidade de pessoas globalmente, gerando preocupação internacional.
  • Vírus (segundo Filippo "Pippo" Giovanellli): seres acelulares que causam doenças infecciosas, possuem apenas um tipo de ácido nucleico (DNA ou RNA) envolto por um capsídeo proteico, e são parasitas intracelulares obrigatórios.
  • Agente etiológico (segundo Filippo "Pippo" Giovanelli): agente causador de uma doença infecciosa, como vírus, bactérias, fungos ou protozoários.
  • Forma de transmissão (segundo Filippo "Pippo" Giovanelli): modo pelo qual a doença se espalha, podendo ser respiratória, zoonótica, sexual, entre outras.

Essential Points

  • As doenças infecciosas podem variar de endêmicas a epidêmicas ou pandêmicas, dependendo da sua disseminação e quantidade de casos (Giovanelli, 2023).
  • Exemplos de doenças infecciosas incluem gripe, sarampo, dengue, AIDS, SARS e COVID-19, cada uma com formas específicas de transmissão e sintomas característicos.
  • A gripe, causada pelo vírus Influenza, transmite-se por via respiratória, apresentando sintomas como febre, dor no corpo e coriza, sendo prevenível por higiene, máscaras e vacina.
  • O sarampo, causado pelo vírus do gênero Morbillivirus, também se transmite por via respiratória, com sintomas de manchas vermelhas, febre e tosse, prevenível por vacinação.
  • A dengue, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, provoca febre alta, dores no corpo e risco de hemorragias, sendo controlada pelo combate ao mosquito e vacina.
  • A AIDS, causada pelo HIV, transmite-se por contato sexual e sanguíneo, levando à diminuição da imunidade, prevenível com preservativos, seringas descartáveis e testagem de sangue.
  • SARS e COVID-19, causados pelos coronavírus SARS-CoV-1 e SARS-CoV-2, apresentam sintomas respiratórios graves, sendo prevenidos por higiene, uso de máscaras e vacina (quando disponível).

Key Takeaway

As doenças infecciosas variam em sua disseminação e impacto, sendo essenciais a compreensão de suas formas de transmissão e a adoção de medidas de prevenção específicas para controlar sua propagação.

9. Diferenças entre vírus e bactérias

Key Concepts & Definitions

  • Vírus: seres acelulares que não possuem metabolismo próprio, sendo parasitas intracelulares obrigatórios, compostos por ácido nucleico (DNA ou RNA) envolto por um capsídeo proteico (GIOVANELLI, s.d.).
  • Bactérias: organismos unicelulares procariontes, com estrutura celular que inclui parede de peptidoglicano, capazes de realizar metabolismo próprio e reprodução assexuada por divisão celular (GIOVANELLI, s.d.).
  • Estrutura: vírus apresentam apenas ácido nucleico e capsídeo, enquanto bactérias possuem uma estrutura celular completa com membrana plasmática, parede celular, citoplasma e, muitas vezes, flagelos ou pili (GIOVANELLI, s.d.).
  • Metabolismo: vírus não possuem metabolismo próprio, dependem das enzimas da célula hospedeira para se multiplicar; bactérias possuem metabolismo ativo, podendo sintetizar suas próprias substâncias e realizar processos metabólicos complexos (GIOVANELLI, s.d.).
  • Reprodução: vírus replicam-se apenas dentro de células hospedeiras, usando suas enzimas e maquinaria; bactérias reproduzem-se por divisão binária, de forma assexuada, independentemente de um hospedeiro (GIOVANELLI, s.d.).

Essential Points

  • Os vírus são considerados seres acelulares e não vivos, pois não possuem metabolismo próprio e só se reproduzem dentro de células hospedeiras, usando suas enzimas (ver seção 5).
  • As bactérias, por serem organismos unicelulares procariontes, apresentam uma estrutura celular completa, incluindo parede de peptidoglicano, e possuem metabolismo ativo, podendo sobreviver e se multiplicar fora de hospedeiros (ver seção 1).
  • A estrutura viral é limitada ao ácido nucleico e capsídeo, enquanto as bactérias têm uma estrutura celular complexa, com membrana, parede, citoplasma e organelas básicas.
  • Quanto à reprodução, vírus dependem de mecanismos específicos de replicação intracelular, enquanto bactérias se dividem por divisão binária, um processo rápido e eficiente.
  • Essas diferenças fundamentais explicam a diversidade de estratégias de sobrevivência, transmissão e controle entre vírus e bactérias, sendo essenciais para compreender suas ações e formas de prevenção.

Key Takeaway

Vírus e bactérias diferem fundamentalmente em estrutura, metabolismo e reprodução: os vírus são acelulares, dependentes de células hospedeiras para se multiplicar, enquanto as bactérias são organismos vivos capazes de metabolismo próprio e reprodução independente.

10. Reprodução viral e ciclos

Key Concepts & Definitions

  • Ciclo lítico: ciclo de reprodução viral em que o vírus infecta a célula hospedeira, utiliza suas enzimas para replicar seu material genético e produzir novas partículas virais, levando à lise (quebra) da célula e liberação dos vírus (ver conceito de vírus como seres acelulares). (Fonte: sistema de classificação viral)
  • Ciclo lisogênico: ciclo de reprodução viral em que o vírus integra seu DNA ao DNA da célula hospedeira, permanecendo latente por um tempo prolongado. Quando ativado, pode passar ao ciclo lítico. (Fonte: sistema de classificação viral)
  • Processo de multiplicação viral usando enzimas da célula hospedeira: mecanismo pelo qual os vírus dependem das enzimas celulares para replicar seu material genético e montar novas partículas virais, uma vez que não possuem metabolismo próprio. (Fonte: vírus como seres acelulares)

Essential Points

  • Os vírus não possuem metabolismo próprio e dependem das enzimas da célula hospedeira para se multiplicar, seja no ciclo lítico ou lisogênico (ver conceito de vírus como seres acelulares).
  • No ciclo lítico, a infecção leva à produção rápida de vírus e à lise da célula, resultando na liberação de partículas virais que infectam novas células.
  • No ciclo lisogênico, o DNA viral se integra ao DNA da célula hospedeira, permanecendo inativo por um período, podendo posteriormente ativar-se e passar ao ciclo lítico (conceito de ciclo de reprodução viral).
  • O ciclo lisogênico é importante na persistência de alguns vírus, como o herpesvírus, que podem permanecer latentes por anos antes de reativar.
  • A multiplicação viral é facilitada por enzimas específicas, como a transcriptase reversa em retrovírus (exemplo: HIV), que converte RNA viral em DNA para integração no genoma hospedeiro.

Key Takeaway

A reprodução viral depende inteiramente das enzimas da célula hospedeira, podendo ocorrer de forma rápida e destrutiva no ciclo lítico ou de modo latente no ciclo lisogênico, ambos essenciais para a estratégia de sobrevivência e propagação dos vírus.

Tabelas de Síntese

AspectoDomínios de WooseReinos de WhitakerClassificação dos Seres VivosNomenclatura Científica
BaseDiferenças moleculares no DNA (16S rRNA, membrana)Morfologia, célula, nutriçãoCaracterísticas morfológicas, celulares, de nutriçãoSistema binomial, regras de escrita
GruposBactéria, Archaea, EukaryaMonera, Protoctista, Fungi, Plantae, AnimaliaDomínios, reinos, categorias taxonômicasGênero + Espécie, em latim
ImportânciaRelações evolutivas precisasOrganização morfológica e funcionalOrganização hierárquica da biodiversidadeComunicação científica universal
AspectoVírus e seres acelularesCiclos e reprodução viralDoenças infecciosas e profilaxiaDiferenças vírus x bactérias
EstruturaCapsídeo, material genético (DNA ou RNA)Ciclo lítico, lysogênicoVacinas, higiene, isolamentoVírus não possuem metabolismo próprio, bactérias sim
ReproduçãoRequer célula hospedeiraMultiplicação por montagem de partículasPrevenção por vacinação, higieneVírus dependem de células, bactérias podem se reproduzir livremente
AgentesVírus, vírus de DNA/RNAVírus de DNA/RNAVírus, bactérias, protozoáriosVírus são acelulares, bactérias celulares
AspectoEstruturas virais e tiposAgentes etiológicos e transmissãoDoenças infecciosas e profilaxiaReprodução viral e ciclos
EstruturasCapsídeo, envelope, nucleocapsídeoBactéria, vírus, protozoárioVírus, bactérias, fungosCiclo lítico, lysogênico
TiposDNA, RNA, envelopados, não envelopadosContato, via aérea, vetoresGripe, HIV, hepatitesReplicação por montagem e liberação
CiclosEntrada, replicação, montagem, liberaçãoTransmissão direta, indiretaProfilaxia, tratamentoReproduzem-se dentro da hospedeira

Pitfalls e Confusões Comuns

  1. Confundir vírus com bactérias: vírus são acelulares, não possuem metabolismo próprio.
  2. Achar que todos os vírus possuem envelope: alguns vírus não têm envelope.
  3. Misturar ciclos líticos e lysogênicos: ciclo lysogênico envolve integração do DNA viral ao DNA da célula hospedeira.
  4. Esquecer que vírus usam células hospedeiras para se reproduzir.
  5. Confundir nomes científicos com nomes comuns: nomes científicos seguem regras de latim e binômio.
  6. Subestimar a importância dos domínios de Woose na evolução biológica.
  7. Confundir os reinos de Whitaker, especialmente protoctista e fungi.
  8. Achar que vírus e bactérias causam as mesmas doenças ou têm o mesmo tratamento.
  9. Esquecer que a nomenclatura científica deve ser sempre em itálico ou sublinhado.
  10. Confundir ciclos virais com ciclos de vida de bactérias.

Lista de Verificação para o Exame

  • Conhecer a classificação de Woose e a importância dos domínios Bactéria, Archaea e Eukarya.
  • Saber os cinco reinos de Whitaker e suas características principais.
  • Entender a hierarquia da classificação biológica e os critérios utilizados.
  • Conhecer as regras da nomenclatura científica, incluindo o sistema binomial e a escrita correta.
  • Diferenciar vírus de bactérias, incluindo estrutura, metabolismo e reprodução.
  • Compreender os ciclos de vida viral, como ciclo lítico e lysogênico.
  • Saber os agentes etiológicos de doenças infecciosas e suas formas de transmissão.
  • Conhecer as principais doenças causadas por vírus e bactérias e suas formas de profilaxia.
  • Entender as estruturas virais e os tipos de vírus (DNA, RNA, envelopados).
  • Conhecer os mecanismos de reprodução viral e os ciclos envolvidos.
  • Referenciar autores: Woose (1978), Whitaker (1969), Filippo "Pippo" Giovanelli.
  • Revisar as diferenças entre vírus e bactérias, incluindo suas estruturas e formas de reprodução.

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Domínios de Woose — base?

Classificação baseada em DNA e estrutura celular

Reinos de Whitaker — critérios?

Morfologia, célula, nutrição

Classificação dos seres vivos — hierarquia?

Domínios, reinos, categorias taxonômicas

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