O senso comum é uma forma de conhecimento prático e imediato, baseado na experiência social, enquanto a atividade científica busca compreender a realidade de forma crítica, sistemática e fundamentada, ultrapassando as aparências do senso comum.
O método científico é uma atividade organizada e sistemática que permite à investigação produzir conhecimentos válidos e confiáveis, distinguindo-se do senso comum pela sua abordagem crítica e verificável.
Concepção de homem na psicologia: varia conforme as teorias e tendências, refletindo diferentes formas de entender o ser humano, suas emoções, personalidade, traços e funcionamento psíquico. (não há uma definição única, pois depende do referencial teórico adotado).
Mente: ideia que surgiu mais tarde na história, relacionada às emoções, personalidade, traços e funcionamento psíquico, sendo considerada uma construção que permite compreender aspectos internos do ser humano.
Psicologia do século XX: marcada por diversas tendências teóricas, como psicanálise, behaviorismo e Gestalt, que possuem diferentes concepções de homem, cada uma com objetos de estudo e métodos específicos.
Psicanálise: atribui enorme importância à experiência subjetiva, estudando o inconsciente como objeto principal de investigação.
Behaviorismo (Skinner): entende o homem como um conjunto de conexões entre estímulos e respostas, focando no comportamento observável.
Gestalt: compreende o ser humano como um todo organizado, onde a percepção e o sentido dado às experiências são essenciais para entender o funcionamento psíquico.
Sujeito psicológico: é um indivíduo dotado de subjetividade, com vida psíquica, inserido em contextos históricos, sociais e culturais, portador de consciência, afetividade e comportamento observável.
A concepção de homem na psicologia é influenciada pelas diferentes tendências teóricas, que atribuem diferentes objetos de estudo e métodos de investigação.
A ideia de mente, embora mais tardia, é fundamental para compreender emoções, personalidade, traços e o funcionamento psíquico.
Na psicologia do século XX, o entendimento do homem varia de acordo com as abordagens: a psicanálise valoriza a experiência subjetiva e o inconsciente; o behaviorismo foca no comportamento observável; a Gestalt enfatiza a percepção e o todo organizado.
O sujeito psicológico é uma categoria epistemológica, construído historicamente, e sua subjetividade é objeto de investigação, sendo influenciada por discursos, práticas sociais e culturais.
Michel Foucault destaca que o sujeito é produzido historicamente pelos discursos e práticas institucionais, não sendo uma essência natural, mas uma construção social e histórica.
A concepção de homem na psicologia é plural e dinâmica, refletindo diferentes perspectivas teóricas que interpretam o ser humano a partir de suas experiências internas, comportamentais e perceptivas, sempre inserido em contextos sociais e culturais.
Psicanálise: Enfatiza a importância da experiência subjetiva, com foco no inconsciente como objeto de estudo. Não há definição específica de objeto observável ou mensurável nesta tendência, mas ela valoriza a compreensão profunda da vida psíquica individual.
Behaviorismo: Objetos de estudo são conexões entre estímulos e respostas, com ênfase na observabilidade e mensuração do comportamento. Segundo SKINNER, o comportamento deve ser compreendido como uma resposta a estímulos ambientais, podendo ser estudado de forma objetiva.
Gestalt: Propõe que o ser humano deve ser entendido como um todo organizado. Os principais representantes, Max Wertheimer, Wolfgang Köhler e Kurt Koffka, defendem que o sujeito participa ativamente da percepção, organizando e dando sentido às experiências vividas.
As tendências teóricas do século XX na psicologia representam uma variedade de abordagens, cada uma com objetos de estudo e métodos próprios, contribuindo para a riqueza e diversidade do campo.
Origem da ideia de mente: Relação da concepção de mente com explicações religiosas, morais, filosóficas e místicas, onde a mente era vista como algo produzido por castigos divinos, possessões, fraquezas de caráter ou fenômenos místicos. Essas explicações predominavam antes do século XIX.
Surgimento da psicologia científica: No século XIX, com Wilhelm Wundt, a ideia de mente passou a ser estudada de forma sistemática e empírica, transformando-se em uma ciência independente da filosofia e fisiologia. Wundt utilizou métodos experimentais para investigar processos mentais, como percepção sensorial, demonstrando que eles podiam ser medidos.
Transformação do estudo da mente: A partir do século XIX, a mente deixou de ser explicada apenas por conceitos religiosos, morais ou místicos, passando a ser objeto de investigação científica com métodos experimentais e introspectivos, como a observação cuidadosa e a descrição das experiências conscientes.
A ideia de mente, antes do século XIX, era relacionada a explicações religiosas, morais, filosóficas e místicas, que atribuíram à mente causas divinas, possessões ou fraquezas de caráter.
Com o avanço da psicologia no século XIX, especialmente por Wilhelm Wundt, a mente passou a ser estudada de forma sistemática, com métodos experimentais que permitiram sua mensuração e análise objetiva.
Wundt introduziu o método da introspecção experimental, treinando pessoas para observarem e descreverem suas percepções e sentimentos diante de estímulos, demonstrando que processos mentais podem ser estudados com rigor científico.
A transformação do estudo da mente em uma ciência empírica possibilitou uma compreensão mais aprofundada, além das explicações tradicionais, e lançou as bases para as diversas vertentes da psicologia contemporânea.
A concepção de mente evoluiu de explicações religiosas, morais e místicas para uma abordagem científica, iniciada no século XIX por Wilhelm Wundt, que introduziu métodos experimentais e introspectivos para estudar os processos mentais de forma rigorosa e empírica.
A psicologia científica, impulsionada por Wundt, estabeleceu a experimentação e a introspecção como fundamentos para o estudo rigoroso dos processos mentais, transformando a análise da mente em uma ciência empírica e sistemática.
O método introspectivo experimental, desenvolvido por Wundt, é uma técnica central na psicologia que permite estudar a experiência consciente de forma rigorosa, treinando participantes para relatar percepções e sentimentos de modo organizado, fundamentando a psicologia como ciência empírica.
Sujeito psicológico: um indivíduo dotado de subjetividade, com vida psíquica reconhecida como objeto de investigação, inserido em contexto histórico, social e cultural, portador de consciência, afetividade e comportamento observável.
Subjetividade: objeto de investigação na psicologia, relacionada à interioridade, que passa a ser analisada, classificada e normatizada. É uma construção histórica, produzida pelos discursos e práticas institucionais, e traduzida em constructos como personalidade, cognição, emoção, inconsciente, traço, sintoma etc. (Foucault).
Sujeito como categoria epistemológica: o sujeito psicológico é uma categoria construída historicamente, não uma essência natural, sendo produzido ao longo da história por ideias, instituições e práticas sociais (Foucault).
O sujeito psicológico é uma construção epistemológica, ou seja, nasce da elaboração teórica e prática da psicologia, e não uma entidade natural preexistente.
A subjetividade é objeto de estudo na psicologia, inserida em contextos sociais e culturais, o que implica que sua compreensão depende do momento histórico e do ambiente social em que o indivíduo está inserido.
Michel Foucault destaca que o sujeito é produzido historicamente pelos discursos e práticas institucionais, indicando que sua identidade e experiências são moldadas por fatores sociais, culturais e institucionais ao longo do tempo.
A interioridade, ou seja, a experiência interna do indivíduo, é analisada, classificada e normatizada na psicologia, permitindo a construção de conceitos como personalidade, emoções e traços.
O sujeito psicológico não é apenas descoberto, mas também constituído por processos históricos e sociais, refletindo a ideia de que sua identidade é uma construção social e cultural.
O sujeito psicológico é uma categoria epistemológica que se forma historicamente, sendo influenciado por discursos, práticas sociais e culturais, e sua subjetividade é objeto de investigação que reconhece sua produção social e histórica.
Construção social do sujeito | refere-se à formação de identidade e subjetividade por meio de discursos, práticas sociais e culturais. | A identidade do sujeito não é natural ou dada, mas construída historicamente através de processos sociais e culturais.
Michel Foucault | destaca que o sujeito é produzido historicamente pelos discursos e práticas institucionais. | Segundo Foucault, o sujeito não é uma essência fixa, mas uma construção que emerge por meio de discursos e práticas que moldam sua subjetividade ao longo da história.
Experiência humana | é traduzida em constructos como personalidade, cognição e emoção. | Essas categorias representam formas de compreender e organizar a vivência do sujeito, que é influenciada por seu contexto social e cultural.
A regulamentação da Psicologia no Brasil, por meio da Lei 4.119/1962 e do CFP, garante que a prática profissional seja ética, de qualidade e respeitosa aos direitos, consolidando a Psicologia como uma ciência reconhecida e regulamentada pelo Estado.
Pesquisa científica: atividade que busca compreender e explicar a realidade por meio de métodos sistemáticos, produzindo aproximações da realidade, não verdades absolutas. É um processo contínuo, inacabado, que utiliza procedimentos organizados para responder a problemas (conforme conteúdo geral).
Pesquisa objetiva (quantitativa): abordagem que se baseia na mensuração, uso de números e estatística, instrumentos padronizados e busca a generalização dos resultados. Parte do pressuposto de que a realidade pode ser medida, comparada e analisada estatisticamente.
Pesquisa subjetiva (qualitativa): enfoque que foca na compreensão de significados, experiências e contextos, utilizando métodos como entrevistas, observação e análise narrativa. Busca entender o "porquê" e o "como" dos fenômenos, valorizando a experiência vivida.
A pesquisa científica é fundamental na produção de conhecimento válido, sendo um processo contínuo que aproxima o entendimento da realidade, sem oferecer verdades absolutas.
A distinção entre pesquisa objetiva (quantitativa) e subjetiva (qualitativa) reflete diferentes perspectivas para compreender fenômenos humanos, ambas consideradas científicas e complementares.
A pesquisa quantitativa utiliza instrumentos padronizados, análise estatística e busca resultados generalizáveis, enquanto a qualitativa prioriza a compreensão aprofundada de significados, com menor foco em quantificação.
A integração de abordagens (métodos mistos) amplia a compreensão dos fenômenos humanos, especialmente nas Ciências Sociais e na Psicologia, permitindo uma análise mais completa.
A pesquisa científica, seja de abordagem objetiva ou subjetiva, é um processo sistemático e contínuo que busca compreender a realidade por meio de métodos organizados, produzindo aproximações confiáveis, sem oferecer verdades absolutas.
Pesquisa objetiva (quantitativa): abordagem que se baseia na mensuração, uso de números e estatística, instrumentos padronizados (como questionários e escalas) e busca a generalização dos resultados. Parte do pressuposto de que a realidade pode ser medida, comparada e analisada estatisticamente.
Pesquisa subjetiva (qualitativa): enfoque na compreensão de significados, experiências e contextos, utilizando métodos como entrevistas, observação e análise narrativa. Busca entender o “porquê” e o “como” dos fenômenos, valorizando a experiência vivida.
A combinação de pesquisa objetiva e subjetiva amplia a compreensão dos fenômenos humanos, especialmente nas Ciências Sociais e na Psicologia, permitindo uma análise mais completa e rigorosa.
| Conceito | Definição | Autor/Referência |
|---|---|---|
| Senso comum | Conhecimento imediato, prático, baseado em experiências sociais e crenças compartilhadas | — |
| Conhecimento cotidiano | Conhecimento construído por experiências e interações diárias, sem análise crítica | — |
| Método científico | Investigação sistemática, organizada, verificável, que busca compreender a realidade | — |
| Investigação científica | Processo contínuo de produção de conhecimento válido, usando métodos sistemáticos | — |
| Pesquisa objetiva | Quantitativa, baseada em mensuração, números e estatísticas | — |
| Pesquisa subjetiva | Qualitativa, focada na compreensão de significados e experiências | — |
| Concepção de homem na psicologia | Varia conforme tendências: psicanálise, behaviorismo, Gestalt | — |
| Mente | Construção que permite entender emoções, personalidade, funcionamento psíquico | — |
| Sujeito psicológico | Indivíduo com subjetividade, inserido em contextos sociais e culturais | — |
| Tendência psicanalítica | Valoriza o inconsciente e a experiência subjetiva | — |
| Tendência behaviorista | Foca no comportamento observável, conexões estímulo-resposta (Skinner) | — |
| Tendência Gestalt | Enfatiza o todo organizado, percepção e sentido das experiências | — |
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1. Qual das seguintes características melhor define o senso comum em relação ao conhecimento cotidiano?
2. Qual é uma consequência direta da utilização do método científico na investigação?
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Conhecimento no cotidiano — definição?
Conhecimento adquirido por experiências diárias, sem análise crítica.
Senso comum — papel?
Conhecimento imediato, prático, baseado em crenças compartilhadas.
Atividade científica — característica?
Busca compreender causas de forma organizada, crítica e verificável.
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